“Pensar a Diocese é pensar em todos e em cada um”
A população da Fajã da Ovelha acorreu em grande número à festa do padroeiro presidida por D. António Carrilho. “Uma ocasião propícia” para que o Bispo do Funchal realizasse também a sua primeira visita pastoral àquela comunidade e com a “preocupação de chegar a todos”.Integrada no arciprestado da Calheta, a paróquia da Fajã da Ovelha caracteriza-se pela “forte emigração e pessoas idosas”, disse ao JM o pároco local. No entanto, a participação na festa de São João Baptista é sempre muito significativa, como se verificou ontem pelos número de festeiros (7) e mordomos (12). “Esta festa é muito especial e muitos emigrantes (da África do Sul, Venezuela e outras partes) aproveitam para passar férias nesta altura”, explicou o padre Paulo Jorge Catanho.Coerência e sinal de João BaptistaNa sua homilia, D. António Carrilho fez questão de salientar a presença dos que, lá longe, “continuam a dar testemunho da sua fé” e apontou os “caminhos de São Baptista” como aqueles que melhor nos conduzem até Jesus, em todas as circunstâncias da vida. “São João coloca-nos nesses caminhos e foi coerente na sua missão. Pregou não para agradar a ninguém, mas para anunciar a mensagem de Cristo como ‘caminho, verdade e vida’; o seu simbolismo vale para todos os tempos”, sublinhou.“Na unidade e comunhão fazemos família”Já em referência à sua visita pastoral, D. Antonio afirmou que “a relação do Bispo convosco não é uma relação de quem está longe, a pensar apenas nos aspectos administrativos, pastorais, doutrinais, da nossa Igreja. Direi exactamente o contrário: pensar na diocese toda significa pensar em todos e em cada um, sentir o desejo (e oxalá se possa concretizar com mais frequência) de estar perto, de nos sentirmos comunhão, unidade, e assim juntos damos as mãos pelo mesmo espírito, fortalecendo laços de família”.A celebração na igreja da Fajã da Ovelha contou ainda com a participação de vários sacerdotes, a presença das principais entidades autárquicas do Concelho da Calheta, entre outras entidades oficiais, e foi animada liturgicamente pelo Côro de Câmara da Madeira. No final, saíu a procissão, acompanhada pela Banda do Recreio Campones e Pela Banda do Paul do Mar.








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